Ao compreender que a vida financeira não diz respeito apenas aos números, mas também às emoções, para melhorar a relação com o dinheiro, é importante mudar alguns hábitos.
Infelizmente a educação financeira no Brasil é bastante precária, e o reflexo disso é um grande número de adultos que compram compulsivamente, não têm controle de gastos, muitas vezes vivem endividados, e não possuem um planejamento de médio e longo prazo.
Para solucionar isso, o ideal seria um trabalho de base, desde as escolas, e estendendo para as práticas dentro de casa.
Como este cenário ainda parece um pouco utópico para a maioria da população, eu decidi listar aqui alguns hábitos que considero fundamentais para fazer as pazes e conviver pacificamente com o dinheiro.
1- Faça um quadro dos sonhos: Um dos comportamentos mais perigosos para a saúde financeira é fazer compras por impulso. Geralmente são gastos desnecessários e distantes dos seus objetivos. Para ter maior controle e consciência dos gastos, é importante enxergar as metas a médio e longo prazo (o que nem sempre é uma tarefa fácil diante de tantos estímulos tentadores no dia a dia, não é mesmo?).
O quadro dos sonhos chega como um reforço mental, ou seja, é uma forma de visualizar planos e metas, mantendo-se motivado enquanto eles não se concretizam.
Para fazer é muito simples: Basta preencher um quadro branco (que pode ser físico ou digital) com imagens, frases ou elementos que representem onde você quer chegar. Exemplo: Se seu maior sonho é morar em uma casa perto da praia, coloque uma imagem que mais se aproxima do seu desejo. Lembre-se de contemplar as diferentes áreas da sua vida no quadro.
2 – Estudar sobre finanças: Se a gente não teve educação financeira desde novos, chegou a hora de tirar o atraso. O conhecimento é o melhor caminho para mudar hábitos. Portanto sugiro que reserve um tempinho no seu dia para se aprofundar mais no assunto. Pode ser com livros, podcasts, consultorias ou cursos. Eu indico fortemente:
- Livro: Dinheiro sem Medo (Eduardo Amuri), A Mente Acima do Dinheiro (Brad Klontz e Ted Klontz), A Psicologia Financeira (Morgan Housel);
- Podcast: Uma horinha sobre grana.
3 – Quando o assunto é pagamento, primeiro vem você, depois vem as contas: Seja autônomo, empresário ou CLT, para construir uma vida financeira mais tranquila, é recomendado mensalmente reservar parte do que você ganha para si mesmo. Este montante pode ser usado para criar sua reserva de emergência ou investir no futuro. A lição mais importante aqui é sobre se priorizar. Então nada de esperar a sobra do dinheiro no final do mês, ok?
4 – Inclua o “minuto do dinheiro” na sua rotina: Tem gente que tem medo de olhar o extrato do banco e a fatura do cartão de crédito, porém seguem gastando, e muito provavelmente desconectadas da realidade.
Só é possível mudar aquilo que se vê. Então uma boa ideia é reservar um horário fixo na sua agenda diariamente para ter contato com a sua situação financeira, mantendo controle do orçamento e também acompanhando investimentos.
5 – Substitua bens por experiências: Eu sei que o dinheiro tem um papel fundamental na nossa sociedade capitalista, mas nem tudo precisa girar em torno dele. Use a criatividade, e antes de gastar pense se seria possível trocar por uma experiência, diminuindo ou evitando aquela despesa. Exemplo: Ao invés de comprar roupas novas, que tal assistir um tutorial para customizar algumas peças que você já possui?
O dinheiro nunca será um vilão se a gente der as mãos para ele, aprendendo a usar com sabedoria. À medida que temos maior consciência da nossa situação financeira, conseguimos trazer as decisões de compra para o campo racional. Lembre-se também que a sua visão sobre o sucesso é única, então a sua jornada financeira também deve ser.
Compartilhe esse conteúdo em suas redes sociais e me siga lá no Instagram!