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Como melhorar sua vida financeira a partir da Psicologia do Dinheiro

Quando falamos em vida financeira, qual é a primeira coisa que vem à sua mente?

Eu imagino que: contas, planilhas, parcelas, e talvez com sorte, investimentos.
Porém, a Psicologia do Dinheiro defende um olhar muito além dos números. Se a sua vida financeira atual lhe incomoda, antes de fazer cálculos e mais cálculos, que tal refletir sobre os seus comportamentos?
O grande ponto é que a sua mentalidade tem relação direta com os resultados das suas finanças (e com o sucesso da sua vida) – pausa dramática para reflexão.

Eu já vi muita gente que domina conhecimentos importantes da área financeira, mas mesmo assim vive em constante desordem, sendo dominado pelo dinheiro, em vez de ter o mínimo de controle sobre ele.
Por esse motivo, compreender a psicologia do dinheiro nos faz ter maior clareza da origem dos nossos gastos, e principalmente saber que comportamentos ou crenças precisam ser modificados para criar um novo cenário a partir de agora.

As decisões de compra costumam ser puramente emocionais, o que comprova a necessidade de cuidar primeiro das emoções, e depois dos cifrões.
Basicamente, a Psicologia do Dinheiro proporciona maior consciência na tomada de decisões, reduzindo assim compras por impulso e gastos desnecessários.

É sobre entender a função do dinheiro na nossa vida, usufruindo dele com autonomia.

Outros pontos super importantes são: Constância e flexibilidade.
Para ter ações constantes, eu defendo um modelo de mudança gradativa, de forma que a percepção seja cada vez mais ampliada até que os novos hábitos se tornem naturais no dia a dia.
A flexibilidade também é essencial, partindo do princípio que vivemos em mundo acelerado e dinâmico. É importante ter liberdade para ajustar e refinar seu olhar financeiro, voltando sempre para o objetivo principal quando necessário.

Lembre-se que tudo na vida tem um preço, e nem todo preço é apenas aquele que foi anunciado. Afinal, qual o preço que se paga por viver infeliz, com ansiedade, no meio de muita desorganização e sem realizar seus sonhos?

Percebe como tudo gira em torno do autoconhecimento? Somente depois de compreender como você se comporta, é possível mudar a forma de pensar sobre o dinheiro (e consequentemente agir).
Quando focamos apenas na matemática e no ajuste de despesas e receitas, sem considerar os fatores emocionais, as chances da situação desconfortável voltar é enorme! É praticamente aquela metáfora do cachorro correndo atrás do próprio rabo.

E é assim que a Psicologia do Dinheiro pode te ajudar, e especificamente seguindo a abordagem que eu trabalho (Terapia Cognitivo Comportamental (TCC), o foco é partir da situação apresentada até o comportamento final, passando pelos pensamentos e emoções que provocam determinados resultados.
É importante dizer também que o dinheiro tem forte ligação com o tempo, e por isso quanto antes essa relação for ajustada, melhor.

A tão sonhada independência financeira que todo mundo fala nem sempre diz respeito a parar de trabalhar. Ao invés disso, ela pode ser vista como uma sensação de liberdade de modo que os rendimentos sejam provenientes de um trabalho feito com propósito. Com isso, a consequência natural é uma nova forma de pensar e de agir, muito mais alinhadas com suas metas de vida. Assim também se torna possível viver uma vida confortável, onde o dinheiro facilita a realização dos seus planos.

O objetivo principal desse texto foi mostrar que a transformação da sua estrutura financeira deve começar pela coragem de rever os próprios comportamentos.
Muito provavelmente serão identificadas crenças financeiras que padronizaram (e muitas vezes até engessaram) suas atitudes, e talvez por isso, você tenha a eterna sensação de que não importa quanto você ganha, pois nunca consegue sair do lugar.

Finalizo esse artigo com um convite em forma de exercício prático:
A partir de agora, comece a registrar pensamentos recorrentes e desconfortáveis que você tem em determinadas situações financeiras.
Exemplo: Ao pagar uma conta, seus pensamentos são de escassez e falta ao ver seu dinheiro indo embora.
O registro desses pensamentos disfuncionais pode ajudar bastante a identificar padrões negativos, e a partir daí utilizar técnicas específicas da psicologia para modificá-los.

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